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Enviar uma mensagem pela Internet é um processo que é controlado por protocolos complexos. Exemplo: ao digitar o endereço de determinado site, seu pedido para receber informação é quebrado em pequenos pedaços que chegam ao computador onde está aquele site (servidor). No servidor, sua mensagem é reconstruída e interpretada, fazendo com que aquele computador envie de volta até você a informação pedida: uma página Web.
Esta comunicação entre computadores envolve protocolos e, claro, computação. Da mesma forma que um computador troca informações internamente, dentro de um chip, ele pode trocar informações com outros computadores que trabalhando em conjunto podem aumentar seu poder de processamento.
Explorar o poder de processamento através da comunicação entre computadores ligados à Internet é o que faz a Parasitic Computing, também chamada de Computação em Rede.
Há diversas aplicações da Computação em Rede. Uma das mais conhecidas é o SETI @ HOME, um protetor de tela que ao ser instalado no seu computador conectado à Internet utiliza o poder de processamento do seu micro, nos momentos em que você não o está usando, para procurar vida extraterrestre.
Uma das utilizações mais polêmicas da Computação em Rede foi divulgada pela imprensa em 2000, a partir de declarações da Agência de Defesa Americana, que afirmava que o ditador iraquiano Saddam Husseim teria comprado 4 mil consoles do Playstation 2 e ligados em rede. O poder de processamento dos consoles combinados poderiam ser usados para construir e controlar mísseis de longo alcance ou mesmo armas nucleares.
Outro projeto da Computação em Rede é o PatriotGrid (Rede Patriota). Desenvolvido pela Grid.org o programa usa o poder computacional de diversos computadores conectados à Internet para buscar a cura para doenças causadas por ataque de Bioterroristas.
Outra empresa, a Mithral Communications & Design desenvolveu um projeto de computação em rede que serve não apenas a causas grandes, mas que pode ajudar a pequenos projetos de universidades e centros de pesquisa que necessitem do pode computacional de milhares de PCs conectados em rede. O interessante é que neste site os desenvolvedores de tecnologia podem utilizar um kit gratuito para desenvolver seu próprio projeto de Computação em Rede. Coisas como processar imagens pesadas ou realizar cálculos matemáticos complexos. A empresa só cobra a utilização do kit se a aplicação tiver algum fim comercial. Através do site da empresa, é possível ver que projetos no momento estão se beneficiando da Computação em Rede.
Até a cura da SARS pode ser beneficiada através da Computação em Rede. É o que promete outro software baseado em Computação em Rede desenvolvido pelo Drug Design and Optimization Lab.
* Alessandro Barbosa Lima é especialista em webmarketing, autor do livro Idéias Vencedoras para Marketing e Promoção na Web e também escreve no seu blog.
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