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Como aferir o resultado de uma estratégia de marketing para a Web? Page views, usuários únicos? Talvez. Vendas, se for uma operação de comércio eletrônico. Mas como saber se o que se investe na mídia online realmente traz uma "lembrança de marca" para consumidor?
Como mostrado por diversas pesquisas, o internauta tem um perfil específico e por dominar a tecnologia da informação, sabe escolher melhor um produto ou serviço a partir das informações que colhe na Web, seja através de sites oficiais das marcas ou através de fóruns, sites de consumidores, blogs de amigos, sites pessoais, e outros espaços não oficiais onde milhões de consumidores em todo o mundo relatam suas experiências com produtos os mais diversos.
Pela própria topologia da Internet, uma rede escalável, sem um núcleo central, estas informações, estes depoimentos espontâneos dos consumidores sobre produtos e serviços, estão espalhados. E nunca será diferente. Mas num futuro não muito distante, principalmente com o desenvolvimento dos engenhos de busca, o consumidor em potencial de um produto poderá reunir toda a informação não-oficial sobre aquele produto em segundos. Não falo das informações oficiais sobre produtos ou serviços, aquelas publicadas pela Imprensa, nas campanhas publicitárias e no sites de produtos. Falo sobre o boca-a-boca natural entre os consumidores. Este boca-a-boca, raramente monitorado, principalmente por conta dos custos, pode ser facilmente monitorado com a Web.
Hoje, com uma tecnologia simples de metabusca, sabemos que a operadora Tim, por exemplo, tem cerca de 5 mil citações a mais em blogs brasileiros do que a Nokia, apesar da Nokia ser a campeã do Top of Mind 2003, com 35% das menções dos consumidores contra 5% para a Tim.
Estas citações podem dar pistas para que estratégias de Webmarketing estão funcionando melhor com os internautas. Podem mostrar também que produto tem mais apelo para um determinado tipo de público ou quem são os formadores de opinião na Web e como o boca-a-boca se espalha na rede.
Na minha coluna da semana anterior citei o caso do blogueiro Edney Soares de Souza, que tem 3.110 links apontando para o seu site. Na Web, Edney é um formador de opinião. Se ele falar de qualquer produto em seu site, ou mencionar uma experiência de uso de um produto ou serviço, provavelmente será ouvido, pois Edney é um hub, ou seja, um ponto de confluência de vários sites na Web. Navegando sem um endereço em mente, as chances de se chegar no site do Edney são muito maiores do que se chegar ao site da Sadia, por exemplo, que tem apenas 230 links apontados para www.sadia.com.br. 231 links com mais este da coluna.
Volto então para a pergunta do começo deste artigo: como aferir o resultado de uma estratégia de marketing para a Web? Comece escutando as vozes dos internautas. Veja do que eles falam e para quem eles estão apontando seus links. Se não há vozes falando do seu produto na Web, pouco ou nada tem adiantado a sua estratégia de Webmarketing. Talvez sua empresa esteja apenas preenchendo um espaço online, com um site muito bonito, mas não está aproveitando as reais potencialidades da rede. Estes e outros assuntos são o tema de um estudo que estou desenvolvendo como minha dissertação de Mestrado para a Universidade de S.Paulo. Estou monitorando o Word-of-Mouth de várias marcas como parte deste estudo. Para mais informações, basta me enviar um e-mail.
Estarei ministrando um curso de extensão de e-mail marketing a partir do próximo mês através do Univirtus, um dos maiores portais brasileiros de cursos a distância. O curso, totalmente a distância, pela Internet, irá abordar as origens e particularidades do E-mail Marketing e sua utilização como ferramenta promocional, de prospecção e atendimento ao cliente. Falarei ainda das competências necessárias para o desenvolvimento de estratégias promocionais na Internet que envolvem a utilização do E-mail Marketing em conjunto com outras formas de Comunicação. O objetivo do curso é ensinar o aluno a criar um Plano de Utilização de E-mail Marketing de acordo com os objetivos promocionais da sua empresa, na promoção de um produto ou serviço.
Mais informações no site do Univirtus.
O Código de Ética Anti-SPAM aprovado esta semana pela Camara-e.net e uma série de outras associações finalmente corrige um erro da Associação de Marketing Direto em relação à caracterização do SPAM. Em seu Guia de Boas Maneiras para E-mail marketing a Abemd dizia que a permissão do destinatário da mensagem para receber e-mails teria que ser dada no primeiro e-mail. Ou seja, a primeira mensagem poderia chegar sem permissão. Só então, o destinatário permitiria ou não continuar recebendo mensagens. Pelo menos é isso que dá a entender lendo o texto do Guia.
O artigo 3º do novo código diz que é considerado SPAM a "b) Ausência de prévia autorização (opt-in) do Destinatário;". Entendo que agora a primeira mensagem também pode ser um SPAM.
Leia o novo código e saiba o que é e o que não é SPAM.
* Alessandro Barbosa Lima é especialista em webmarketing, autor do livro Idéias Vencedoras para Marketing e Promoção na Web e também escreve no seu blog.
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