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Terça, 11 de novembro de 2003, 17h30 
SCO paga para empresas não usarem o Linux
 
Rafael Rigues
 
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Depois de declarar a GPL inválida e anticonstitucional, e deliberadamente violá-la, a SCO resolve atacar novamente, desta vez incentivando a migração para longe do Linux. Segundo a empresa, a idéia foi dos próprios clientes, que decidiram que "se o Linux não é mais livre, melhor voltar ao Unix".

Em declaração ao site Computer Business Review, um porta-voz da empresa disse que a SCO pretende fornecer incentivos financeiros às empresas que quiserem voltar para o SCO Unix, sistemas Unix de outros fornecedores ou até mesmo "outros sistemas proprietários" (subentende-se o Windows). Segundo o porta-voz, a idéia é "oferecer um caminho para a migração para outros sistemas com uma base de propriedade intelectual mais forte que o Linux".

Há pouco tempo a empresa anunciou que pretendia cobrar licenças pelo uso do Linux, a partir de US$ 699 por CPU, com os preços subindo gradualmente com o tempo. Incentivando a migração para outros sistemas a SCO só perde dinheiro, tanto em licenças não vendidas (se conseguirem convencer alguém a comprá-las, o que não aconteceu até agora) quanto nos gastos com os incentivos.

Tudo isso só faz crescer as suspeitas de que por trás dos atos da SCO está a Microsoft, financiando um movimento para desacreditar o Linux. Tais suspeitas ganharam força na semana passada, quando relatórios enviados pela SCO à SEC (Securities and Exchanges Commission, órgao regulador do mercado norte-americano) revelaram dois pagamentos à empresa feitos pela Microsoft, o segundo no valor de US$ 8 milhões, relativos ao "licenciamento de tecnologia Unix para uso em novos projetos".
 

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