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| Acessórios podem transformar seu notebook em um estúdio musical. |
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É cada vez maior o exército de tecladistas, DJs e músicos em geral que vivem em trânsito e nem sempre podem se dar ao luxo de carregar por aí quilos e quilos de equipamento. E, mesmo quando o fazem, certamente desejam poder reduzir a "tralha toda" a praticamente seu laptop e alguns acessórios essenciais.
Atualmente, a maior parte de um estúdio pode ser confinada dentro do HD de um notebook: seqüenciadores e editores de áudio e MIDI, efeitos, sintetizadores e samplers virtuais, programas de notação, entre outras coisas.
Com isso e mais a saída (e entrada) de áudio do notebook já é possível fazer som profissional, ainda mais se você está na onda da música eletrônica.
Mas é possível adicionar mais equipamentos ao seu computador portátil sem perder a mobilidade. Já existem interfaces de áudio e controladores MIDI pequenos o suficiente para caber na sua mochila ou, dependendo, até no bolso. Conforme veremos adiante, ainda é possível adicionar outros elementos, como alto-falantes, para viver livre, leve e solto.
Interface de áudio
Uma interface de áudio digital USB ou FireWire pode não ser um bem de primeira necessidade. Se você é músico diletante ou trabalha com música eletrônica, talvez gravar sons não seja importante e uma interface de áudio não faça falta. No entanto, se qualidade e versatilidade de gravação são coisas que você valoriza, isso é um aspecto a se considerar com carinho. Em primeiro lugar, um dispositivo com pelo menos duas entradas de áudio com controle de ganho (pré-amplificadas) permite ligar um microfone diretamente nelas, sem a necessidade de um mixer ou algo do gênero. Além disso, uma interface de áudio pode propiciar melhor qualidade de monitoração, tanto no fone de ouvido quanto em alto-falantes. Sem contar que algumas delas já vêm com portas MIDI incluídas (ver adiante).
Os modelos mais portáteis costumam usar a interface USB, o que significa que funcionarão na maioria dos notebooks, mas, por outro lado, limitam bastante a quantidade de dados que pode ser transmitida. Já produtos FireWire podem proporcionar alto desempenho, mas, em compensação, costumam ser mais caros.
Acessório da Digidesign utiliza USB
Mbox, da Digidesign
O Mbox é a menor interface da Digidesign, criadora do famoso Pro Tools. Utilizando interface USB, traz duas entradas e saídas analógicas de áudio com pré-amplificadores de microfone da Focusrite (com phantom power), o que é sinônimo de alto padrão de áudio, e qualidade de 24 bits e 48 kHz. Oferece ainda controle de ganho individual por canal, saída independente para fone e monitoração com latência zero (isto é, sem tempo de atraso). Acompanha o programa Pro Tools LE. A Mbox tem preço sugerido: R$ 3.500
Motu 828 é um estúdio portátil
Motu 828
Se você quer ter um estúdio portátil profissional, a MOTU 828 é uma das melhores opções. Foi um dos primeiros dispositivos do gênero a adotar o padrão FireWire, oferecendo oito entradas e saídas analógicas de áudio, além de comunicação digital S/PDIF e ADAT com qualidade de 24 bits e 48 kHz. Traz dois pré-amplificadores de microfone com phantom power e controle de volume independente de fone de ouvido. Suas proporções (uma unidade de rack) não são tão adequadas para o transporte, mas não o transformam num trambolho. Ideal para quem quer estar preparado para qualquer eventualidade de gravação.
Duo da M-Audio inclui comunicação Midi
Duo, da M-Audio
Para quem quer uma solução realmente prática e portátil para seu estúdio móvel, a Duo, da M-Audio, pode ser uma alternativa e tanto. É uma interface de áudio USB bem compacta, que já inclui comunicação MIDI. Oferece duas entradas de microfone (com phantom power) e duas entradas de linha para plugues "banana". Inclui um botão para habilitar monitoração de latência zero (o que é muito importante em dispositivos USB, já que a comunicação com o computador é mais lenta) e saída independente para fone de ouvido. Com a Duo, é possível gravar sons a 24 bits em sample rates de 44,1, 48, 8,2 e 96kHz, além de conectar com outro dispositivo digital através da saída S/PDIF.
iMIC é opção simples para gravar som
iMic, da Griffin Technology
Se seu laptop não tem entrada de áudio e você está procurando algo muito simples apenas para poder gravar som em seu notebook, o iMic, da Griffin Technology, pode ser boa pedida. E ele também pode ser a saída de áudio preferencial de seu notebook. O iMic oferece processamento interno de 24 bits e tem preço sugerido de R$ 250.
O produto emprega conectores "bananinha" (P2), de modo que talvez seja necessário um adaptador para conectar seu microfone ou um pré-amplificador com phantom power, caso seja necessário.
Miniglossário de aúdio no computador
Phantom Power - A maioria dos microfones chamados "condensadores" (eletreto) requerem uma tensão fixa de 48 volts para funcionar. Por isso, pré-amplificadores e mesas de mixagem costumam incluir o botão Phantom Power. Não se preocupe: não há o perigo de essa energia, transmitida pelo próprio cabo do microfone, danificar um microfone que não necessite phantom power.
Monitoração de latência zero (zero latency monitoring) - Recurso presente em algumas interfaces de áudio que possibilita direcionar o sinal de gravação diretamente para a saída, sem passar pelo computador.
Controlador MIDI é o melhor modo de criar música
Definitivamente, o mouse não é o melhor modo de interagir com o computador quando se trata de criar música. O teclado, este sim, é o verdadeiro "mouse musical". Os controladores MIDI (teclados normalmente sem timbres internos, feitos exclusivamente para acionar timbres no computador ou em outros módulos) vêm acompanhando o avanço dos "estúdios desktop" e, atualmente, podem controlar parâmetros e filtros dos instrumentos virtuais como o Reaktor, da Native Instruments. Conheça alguns deles:
Oxigen 8
Com apenas 25 teclas, o Oxygen 8, da M-Audio, é um controlador MIDI USB ultraportátil. Além disso, o preço (menos de R$ 900) é super em conta. Traz outros controles configuráveis para controlar parâmetros e canais MIDI. O número de teclas reduzido dificulta a execução de composições de piano, sendo mais indicado para tocar ritmos ou linhas melódicas. Ele é tão portátil que a MA-Audio lançou uma mochila onde cabem perfeitamente um laptop, o Oxygen 8 e uma interface de áudio, como a Duo.
PC-300, da Edirol
A Roland criou há alguns anos a Edirol, empresa especializada em produtos para música desktop, que lançou o PC-300, primeiro teclado MIDI USB do mundo. Ele é simples, elegante, traz controles para mudar a oitava e é o mais compacto modelo de 49 teclas USB disponível. Boa escolha se você não quer nada com menos notas e ainda gosta de teclas com boa resposta e sensibilidade.
Ainda no terreno das 49 teclas, a M-Audio também tem uma boa opção: é a Midiman Keystation 49 (3), que tem controle de transposição de semitons, duas saídas MIDI e visor dos parâmetros da roda de pitch bend e de modulação. Só não tem botões para mudar a oitava, e é um pouco maior que o PC-300. Preço sugerido: R$ 1.150.
Ozone: o tudo em um
Também fabricado pela M-Audio, o Ozone parece quase igual ao Oxygen, mas não é apenas um controlador MIDI de 25 teclas. Ele pode ser a solução para todos os seus problemas: é também uma interface de áudio USB, pré-amplificador de microfone com phantom power e interface MIDI com duas saídas.
O Ozone oferece qualidade sonora de 24 bits a 96 kHz, entrada para instrumento, entrada auxiliar estéreo, saída de fone de ouvido e monitoração de latência zero. O preço (cerca de R$ 1.800) é razoável, e suas dimensões, compactas: 40 x 28 x 7,6 cm. Com isso, dá para fazer música até no lavabo da sua casa.
Interface MIDI é necessária para controladores
Interfaces MIDI se fazem necessárias quando é preciso plugar controladores, sintetizadores e módulos de timbre externos. Para quem se propõe a ter um estúdio móvel, não faz muito sentido carregar muito equipamento por aí. Hoje, com a grande variedade de instrumentos virtuais que existe, você pode ter todos os seus "teclados" dentro de seu HD. Assim, uma interface MIDI USB com uma ou duas entradas/saídas pode bastar.
Existe uma grande variedade de dispositivos no mercado. A FastLane (1), da MOTU, que custa US$ 79, conta com duas entradas e duas saídas e tem como principal vantagem o botão de MIDI Thru, que permite controlar equipamentos mesmo quando o computador está desligado. Bacana mesmo. E ainda é disponível em várias cores.
Já a UM-1S (2), da Edirol (Roland), e a Midisport Uno (3), da Midiman, com preço em torno de R$ 300, são modelos mais simples, com uma entrada e uma saída MIDI.
FastLane (1)
UM-lS (2)
Midisport Uno (3)
Microfones complementam o conjunto
Ter um bom microfone à mão é importante num estúdio portátil; nunca se sabe quando será necessário gravar voz, violão ou qualquer outro instrumento. Um microfone barato, versátil e resistente às intempéries é o Shure SM57 (1) - um clássico. Ótimo para gravar voz, baixo e guitarras amplificados ou percussão. Ele é resistente a umidade e impacto (juro que já vi um cara da Shure martelar um prego usando o microfone, colocá-lo dentro de um copo d'água e depois mostrar ele funcionando). Por isso, é perfeito para ser carregado de lá para cá. Não tem o som refinado dos microfones condensadores, mas em compensação não necessita de phantom power. É o legítimo plug and play.
(1)
Para quem quer gravar instrumentos acústicos e vozes com mais qualidade pode experimentar o AKG C 1000 S (2) (que pode funcionar com uma bateria de 9 volts, na ausência de phantom power) ou o Røde NT (3), o microfone que uso há mais de quatro anos. Ambos têm preços acessíveis e são de ótima qualidade. No entanto, é preciso tomar cuidado com esses microfones, pois o diafragma é sensível a umidade e impactos fortes. Por isso, sugiro acondicioná-los bem e manejá-los com carinho.
Fones de ouvido são importantes para monitoração
Se você realmente quiser ter uma boa referência sonora para realizar suas mixagens, é indispensável um excelente fone de ouvido e um par de monitores (alto-falantes) de referência.
Fones de ouvido existem em grande variedade e diferentes formatos. Os modelos que acompanham tocadores de CDs e MP3 portáteis certamente não são uma opção viável no caso. Fone de ouvido bom para mixagem é grande (fechado, tecnicamente chamado de supra-auricular) e custa bem mais do que R$ 30.
Boas opções a um preço razoável são o Samson CH700 (1) (por volta de R$ 350), Sony MDR-7506 (2) (R$ 650) ou, se você quiser logo abafar, o AKG K-240M (3) (R$ 800), que é um dos modelos mais comuns em estúdios em todo o mundo. É claro que essas são apenas sugestões. Existem muitos outros modelos legais por aí; o limite é o seu bolso.
Alto-falantes
Em relação aos alto-falantes, é praticamente impossível encontrar bons produtos para estúdio que sejam ultra-portáteis. No entanto, quem chega mais próximo disso é o V4, da KRK. É um monitor ativo (isto é, pré-amplificado) bem compacto: 23,5 cm de altura por 15,2 cm de largura e 19,7 cm de profundidade, pesando quatro quilos. É claro que, com essas dimensões, a resposta de graves de um par de V4s não é grande, mas o fato de ela emitir frequências de 65 Hz até 21 KHz não é mau. Nada que um subwoofer auxiliar não resolva. O som é de ótima definição, e o design é bem elegante. Existem monitores melhores, mas nenhum com tais dimensões. Por isso, considero a V4 a melhor opção para seu estúdio portátil.
O preço é em torno de R$ 4.500 o par.
V4, da KRK
Outra opção de monitor ativo, mais barato e um pouquinho maior, é o Audiophile BX5 da M-Audio. Ele tem resposta de frequência de 56 Hz a 20 kHz e custa R$ 3.600 o par.
Audiophile BX5 da M-Audio
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Interface de áudio MOTU 828: R$ 5.700
Interface MIDI MOTU FastLane - USB: R$ 600
Controlador MIDI Edirol PC - 300: R$ 1.800
Microfone AKG C 1000 S: R$ 2.500
Monitores KRK V4 (par): R$ 4.500
Fones de ouvido AKG 240 M: R$ 800
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Informações referentes à versão testada e à época de publicação desta análise.
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Interface de áudio/MIDI M-Audio Duo: R$ 1.500
Controlador MIDI Oxygen 8: R$ 860
Microfone Røde NT : R$ 2.000
Monitores M-Audio SP (par): R$ 3.600
Fone de ouvido Sony MDR-7506: R$ 700
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Informações referentes à versão testada e à época de publicação desta análise.
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Controlador/Interface de áudio/MIDI Ozone: R$ 1.800
Microfone Shure SM-57: R$ 400
Fones de ouvido Samson CH700: R$ 350
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Informações referentes à versão testada e à época de publicação desta análise.
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