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Adriana comprou uma secadora de roupas. E mesmo lendo o manual de instruções, como sempre faz, ainda teve inúmeras dúvidas sobre o produto. Imediatamente resolveu buscar informações no site do fabricante da secadora. Navegou em todo o site e viu que havia uma variedade imensa de informações sobre as secadoras da empresa. A abundância de informação confundiu Adriana e a fez procurar ajuda da "Consultora Virtual", disponível na página. A consumidora então travou o seguinte diálogo:
Adriana: Oi, tudo bem?
Consultora Virtual: Tudo bem! Meu nome é Mariana e sou a sua consultora virtual. Em que posso ajudar?
Adriana: Gostaria de saber se a minha secadora VX 100 tem capacidade para secar 10kg de roupa?
Consultora Virtual: A Secadora VX 100 seca até 20kg de roupa em até 1h. Você pode programá-la para períodos de secagem mais curtos, de acordo com sua necessidade.
Adriana: ok, muito obrigado.
Consultora Virtual: Mais alguma informação?
Adriana: Não, até logo!
Consultora Virtual: Até mais. Obrigado por dar preferência à nossa marca.
A consumidora Adriana conseguiu a informação que precisava ao visitar o site do fabricante da secadora. O que Adriana não desconfiou é que a sua consultora virtual na verdade era um robô. Isso mesmo, um software programado para conversar através de um chat, ou como é chamado, um chatterbot. Chatterbots são softwares especializados em conversar com humanos em linguagem natural, ou seja, são programados para bater papo e disponibilizar informações de forma muito mais amigávelpara o interlocutor.
Tecnicamente o chatterbot é um robô de chat desenvolvido em AIML, uma especificação da linguagem XML voltada para construção de bases de conhecimento de robôs que conversam em linguagem coloquial. Chatterbots, em sua maioria, ainda são experimentos que aos poucos chegam ao mercado, ao marketing na Web e ao e-commerce.
Para a fabricante da secadora um chatterbot pode proporcionar atendimento simultâneo para diversos consumidores, em tempo real sem gerar gastos adicionais, apenas o custo de banda Internet e de poder de processamento.
Pesquisas sobre chatterbots estão sendo desenvolvidas em diversos centros de pesquisa brasileiros e a nova geração dos robôs que sabem conversar prometem chegar à quase perfeição. Na Universidade Federal de Pernambuco, por exemplo, está sendo desenvolvido o projeto Virtus Bot, um chatterbot capaz de conversar em inglês, francês, alemão e português. Ao ser perguntado sobre um tema que não conhece, o chatterbot da UFPE busca informações na web, oferecendo um link ao seu interlocutor. A segunda versão do chatterbot desenvolvido na UFPE consegue identificar o contexto da conversação e dar respostas a partir do tema de toda a conversa, e não apenas pautado pela última pergunta. Para testar, clique aqui.
Chatterbots podem proporcionar uma série de vantagens para o E-commerce como:
- Atendimento ao consumidor 24h x 7 dias por semana;
- Monitoração do atendimento das perguntas e respostas;
- Chatterbots podem indicar produtos e serviços de acordo com características dos usuários transmitidas pela conversa;
- Perguntas não respondidas pelo chatterbot podem ser retransmitidas para um humano ou para o SAC da empresa através de um e-mail.
- Chatterbots podem ser alimentados com novas informações sobre produtos e serviços e ¿treinados" para as perguntas mais difíceis.
Chatterbot de Alessandro Barbosa Lima
Você pode conversar com meu chatterbot sobre o meu livro E-LIFE (é a único assunto que ele conhece um pouco) através do site E-life e depois clicando em eu-robot.
Alice Bot - é o mais famoso chatterbot e um dos pioneiros.
Chatterbots do mundo - para treinar línguas uma boa pedida é acessar chatterbots do mundo inteiro:
John Lennon - pois é, o beatle continua vivo na pele de um chatterbot que foi programado usando idéias de Lennon.
É possível criar um chatterbot programando algumas perguntas e possíveis respostas para ele, além de escolher personalidades e rostos para seu bot através do site Pandora Bots. Depois de criar seu bot, é só copiar o link dele e colocá-lo no seu site.
Há muito se fala no futuro do mercado de video-on-demand, ou das aplicações que despejam programas de TV, filmes e shows pagos na tela da sua TV ou de seu computador. A Disney agora é a bola da vez neste mercado. Nos EUA a empresa a acabou de lançar um receptor de filmes on-demand chamado MovieBeam. O serviço, que traz os 100 maiores filmes de diversos estúdios (exceto a Paramount), custará nos EUA US$ 6,99 para instalação. E cada filme antigo custará US$ 2,99 e os lançamentos sairão por US$ 3,99.
Quem espera o fim das idas às locadoras, é bom prestar atenção em mais alguns números: o americano gasta em média US$ 3 por mês com filmes alugados. Com o MovieBeam este custo será de 7 dólares, no mínimo. Será que compensa? O mercado dirá.
Se você tem dúvidas sobre Webmarketing e como promover idéias, produtos e serviços na internet, mande-as para esta coluna. A partir da próxima edição responderemos às melhores perguntas neste espaço.
* Alessandro Barbosa Lima é consultor de marketing em meios eletrônicos e autor do livro E-LIFE - Idéias Vencedoras para Marketing e Promoção na Web.
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