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Organizada pela Internet na semana passada, a primeira Flash mob (multidão instantânea) carioca levou cerca de 30 pessoas para a frente da Estação Carioca do metrô, na Avenida Rio Branco, e causou polêmica. A outra multidão - pedestres que passam pelo local apressados - se dividiu entre o apoio ao evento e as críticas ao tumulto provocado.
Pontualmente às 13h, os participantes - estudantes e profissionais de diversas áreas - chegaram vestidos de vermelho e foram para o meio da avenida. Outros tiraram os casacos que camuflavam a cor do "uniforme" e por 60 segundos gritaram que "o vermelho é a cor do próximo verão".
Sem motivo aparente, os "interventores urbanos", como define o diretor teatral organizador do flash mob Marcus Faustini, pularam, plantaram bananeira, deitaram no asfalto ou simplesmente correram gritando o bordão. Logo, para a alegria dos motoristas que buzinavam esperando os manifestantes saírem da via, todos se dispersaram.
De manhã, um evento semelhante organizado para reunir doadores de sangue no Hospital do Fundão fracassou. Também divulgada pela Internet, a flash mob solidária não levou ninguém à unidade.
As flash mobs acontecem combinadas. As pessoas aparecem, executam alguma ação e depois somem, retomando suas rotinas. No último encontro, há quase um mês, cerca de 200 nova-iorquinos se concentraram no Central Park em frente ao Museu de História Natural. No local, eles imitaram galos e passarinhos, cantando 'natureza'. E desapareceram.
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