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Vírus e Cia
Quinta, 14 de agosto de 2003, 14h51 
Ásia luta contra variações do vírus Blaster
 
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A Ásia intensificou hoje a luta para conter a propagação de uma grande variedade de pragas eletrônicas que ameaça se espalhar pela Internet neste fim de semana. Autoridades em Hong Kong, na Coréia do Sul e na Austrália temem que novas versões do vírus Blaster possam estar se espalhando pela rede mundial e que sejam mais perigosas do que a original.

O Blaster já provocou colapsos em computadores e infecta outras máquinas pela Internet. Os especialistas dizem que novas formas do vírus podem estar escondidas em outros sistemas e programadas para atacar no sábado.

Em Seul, as autoridades informaram que foram descobertas duas variações do vírus. A Coréia do Sul, que informou cerca de 8 mil infecções, tem o maior número de conexões de Internet de banda larga per capita do mundo. O país tem também 15 milhões de computadores que operam com o sistema operacional Windows. Na Europa, o banco finlandês Nordea se viu obrigado a fechar 80 agências no maior ataque já realizado pelo Blaster até agora.

O vírus, também chamado MSBlaster e LoveSan, infectou escritórios nos Estados Unidos na última segunda-feira e se espalhou rapidamente por todo o mundo, aproveitando-se de uma brecha descoberta no mês passado nos sistemas operacionais Windows, da Microsoft.

O Brasil está em 12o lugar no ranking mundial de empresas atingidas pela praga elaborado pela companhia de segurança de computadores Trend Micro. A empresa tem registro de 3,4 mil computadores contaminados em cerca de uma dezena de firmas no país até agora. Isso não chega a ser alarmante, como aconteceu quando um vírus anterior, o BugBear, deixou o Brasil entre os principais atingidos, informou a assessoria de imprensa da companhia.

As correções para as falhas no Windows, exceto para o Windows NT 4.0 para o qual a Microsoft não fornece mais suporte, foram colocadas à disposição dos usuários no site da companhia.

Conforme a empresa produtora do antivírus Symantec, pelo menos 230 mil computadores foram infectados pelo Blaster no mundo. Já de acordo com as estatísticas do provedor de soluções de segurança Kaspersky Labs, esse número salta para 300 mil.
 

Reuters

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