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Até que ponto vale a pena investir em ampliação de capacidade, renovação ou inovação se os recursos disponíveis não são totalmente utilizados ou não deram o retorno esperado? É esse o dilema da tecnologia da informação e de muitos outros setores da economia nesse momento. Há cada vez mais cobrança por resultados. E uma enorme preocupação com os custos. É aí que se abre um grande espaço para o Linux, sistema operacional de código aberto, e, portanto, sem custo de licença de utilização. Pequenas, médias e grandes empresas estão avançando sobre o Linux. Pode ser um modismo, mas os números surpreendem.
De acordo com pesquisa recente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), o software roda em 54% dos servidores das grandes empresas do estado, em 51% das médias e em 22% das pequenas. Dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV) mostravam que em março de 2001, a participação do Linux no mercado de sistemas operacionais de servidores era de 3%. Subiu para 8% em 2002, segundo a mesma pesquisa. E algumas estimativas de analistas e empresas apontam que esse percentual, hoje, deve dobrar.
Um levantamento feito pela Goldman Sachs, divulgado recentemente pela revista Business Week apontou que 39% das grandes corporações usam o software criado pelo estudante finlandês Linus Torvalds em 1991 a partir da plataforma Unix, utilizada em grandes servidores e com aplicativos diferenciados por fabricante.
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