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A Shenzhen Donjin Communication Technology, empresa processada pela Intel em sua primeira ação por violação de direitos autorais na China, acionou a gigante norte-americana, acusando-a de práticas monopolistas ilegais. A informação foi dada pelo China Daily, hoje.
A Donjin, fabricante de equipamentos para redes, alega que o software da Intel está tão ligado com o hardware da empresa que impede que clientes usem o programa com aparelhos fornecido por terceiros, diz o jornal estatal chinês.
Pequim prometeu proteger os direitos de propriedade intelectual, uma questão espinhosa entre a China, os Estados Unidos e outros países que acusam empresas chinesas de copiarem produtos ocidentais, às vezes de parceiros em joint-ventures. Ao mesmo tempo, deseja fomentar seu setor tecnológico conquistando para essas empresas um acesso mais amplo à tecnologia estrangeira.
O processo da Donjin, que solicitou uma decisão que force a Intel a pôr fim às suas práticas monopolistas, foi acatado pelo Tribunal Popular Intermediário, de Pequim, que enviou uma intimação à sede da Intel. Os executivos da Intel não quiseram comentar de imediato o processo, aberto em nome de uma subsidiária integralmente controlada pela Donjin, a Beijing Donjin Xinda Technology.
"Queremos uma decisão que declare inválido o protocolo monopolista da Intel", disse Zhang Suzhen, diretor de marketing da Shenzhen Donjin, de acordo com o jornal. O processo da empresa chinesa surge depois que a Intel acionou a Shenzhen Donjin, em janeiro, em caso que é encarado como o primeiro teste desse tipo para o sistema judicial da China. A empresa norte-americana acusou a Donjin de incluir software da Intel ilegalmente em seus produtos.
As fabricantes de chips norte-americanas e outras multinacionais vêm cada vez mais usando tribunais norte-americanos para processar empresas chinesas por violações de patentes, apostando no desejo de Pequim de fomentar as exportações para os mercados do Ocidente.
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