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Segunda, 4 de abril de 2005, 11h24 
Empresas de segurança obtêm lucro nos EUA
 
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Quer estejam dirigindo dentro de um túnel ou fazendo uma pausa para um cigarro, os norte-americanos estão cada vez mais cientes que seus movimentos mais corriqueiros estão sendo capturados em vídeo.

Desde os ataques de 11 de setembro de 2001, empresas e entidades governamentais estão em alerta diante de possíveis ameaças de segurança, entre as quais riscos antes ignorados para os civis. E os fabricantes de equipamento de vigilância vêm se beneficiando dos orçamentos cada vez mais altos disponíveis para o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos e suas contrapartes locais.

"Tornamo-nos uma sociedade de câmeras de vídeo, e o mercado foi virado completamente de cabeça para baixo", disse Scott Greiper, analista de segurança mundial na C. E. Unterberg Towbin. "Você não as percebe de imediato, mas basta olhar para cima e estão lá."

O mercado de câmeras de vigilância cresceu para entre US$ 5 bilhões e US$ 6 bilhões em movimento anual, diante de US$ 2 bilhões antes do 11 de setembro - e crescerá 25% ao ano, segundo Greiper. Embora os defensores da privacidade tenham expressado preocupações e questionado a eficiência das câmeras na prevenção do crime e terrorismo, reconhecem, igualmente, que depois dos ataques de 11 de setembro, a tolerância dos norte-americanos a terem seus movimentos registrados aumentou.

Novas tecnologias permitem que as câmeras em instalações federais importantes, portos e locais de tráfego intenso diferenciem entre as pessoas e os objetos que elas carregam. Se alguém deixa uma valise em um elevador do Pentágono, por exemplo, a câmera volta a fita e descobre quem foi responsável, e envia uma imagem da pessoa ao aparelho portátil com que os seguranças do edifício foram equipados.

A Nice Systems, que produz esse tipo de tecnologia, registrou alta de quase 50% em suas ações, para US$ 32, nos últimos cinco meses. Em fevereiro, a empresa israelense divulgou lucro da ordem de US$ 0,47 por ação, ante US$ 0,09 por ação um ano antes.
 

Reuters

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