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Segunda, 4 de abril de 2005, 10h42 
Vendas de alimentos crescem 15% pela Web
 
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A venda virtual de alimentos apresentou crescimento de 15% nas redes supermercadistas que investiram na Web. O percentual deve aumentar pelo menos 5% ainda em 2005. De acordo a E-Consulting, as compras de bens de consumo pela Internet movimentaram R$ 2,065 bilhões no ano passado, 35% mais que em 2003.

"O crescimento de vendas pelo portal acompanha o crescimento nas lojas tradicionais", salientou Álvaro Farana, diretor de informática da rede Sonae, dona da Mercadorama e do Nacional. Para Farana, as redes devem continuar a fazer promoções conjuntas com o site.

De acordo com Farana, o comércio eletrônico é responsável por 15% das vendas das duas redes. "Há um ano, apenas 5% das vendas vinham da Internet. Neste ano, vamos elevar a participação do site para 20%", ressaltou.

Na rede Pão de Açúcar, a expectativa é dobrar a participação das vendas on-line nos próximos três anos. Pelo menos 90% dos produtos disponíveis nos supermercados da bandeira, inclusive perecíveis, podem ser adquiridos pelo site Pão de Açúcar Delivery, que substituiu o site Amélia em 2000.

Entre 2004 e 2005, a participação das vendas virtuais na receita do Pão de Açúcar cresceu 30%, chegando a mais de 20 mil pedidos por mês. Atualmente, as vendas do Pão de Açúcar pela Internet representam 75% do total das vendas em relação ao telemarketing e fax. Apesar disso, as vendas on-line não chegam a 2% do total de vendas da rede.

Pedro Guasti, diretor-geral da E-Bit, diz que as compras de alimentos pela Internet ainda têm uma participação pequena dentro do comércio eletrônico, de 1,4%. "O maior obstáculo é a logística necessária para esse canal", explicou.

Na opinião de Paulo Afonso Feijó, ex-presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) e atual consultor da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), ainda há muito espaço para este canal entre os supermercados. Antigo dono do Supermercado Econômico, Feijó diz que chegou a vender pela Internet, mas teve de encerrar o canal por falta de logística.
 

Redação Terra

 
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