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A Intel anunciou hoje que concorda com uma ordem para eliminar descontos que, segundo autoridades japonesas antitruste, mantiverem ilegalmente fabricantes rivais de chips fora do mercado. Porém, a maior fabricante de chips do mundo, em pronunciamento divulgado na abertura do mercado em Tóquio, repudiou a decisão da Japan Fair Trade Commission de que a empresa violou leis antimonopólio e que excluiu da competição a AMD. A Intel informou que os descontos foram bons para compradores de computadores pessoais.
"Nós podemos viver com a suspensão recomendada, mas nós, respeitosamente, não concordamos com a interpretação deles dos fatos", disse o porta voz da Intel, Chuck Mulloy. Ele acrescentou que a Intel não mudará suas práticas fora do Japão.
Ao concordar com a ordem, a Intel evita uma disputa legal que poderia se arrastar por anos e prejudicar sua permanência em um país onde as vendas da empresa representaram US$ 3 bilhões em 2004. A Intel disse que ainda poderá oferecer descontos baseados no volume de compras de chips e outros fatores. Em contraste, a Microsoft escolheu enfrentar uma decisão da FTC no ano passado. O caso está sendo revisado através de procedimentos administrativos da agência japonesa.
A Intel controla cerca de 90% do mercado japonês de microprocessadores. A empresa ainda enfrenta exame minucioso por autoridades da União Européia, que começou a partiu de reclamações da AMD. A Europa é um mercado muito maior para a Intel, contabilizando cerca de 25% dos US$ 34 bilhões em vendas ano passado.
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