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A Comissão Européia e as principais empresas de tecnologia de telecomunicação móvel lançaram, hoje, um programa de pesquisa e desenvolvimento de dois bilhões de euros (US$ 2,7 bilhões) para enfrentar a concorrência das companhias asiáticas do setor. A iniciativa conjunta surge no momento em que a CE tenta revigorar a campanha de reforma econômica da União Européia, conhecida como Agenda Lisboa.
As mudanças se concentram na inovação tecnológica, geração de empregos, crescimento econômico e proteção do modelo social da União Européia. A Comissão espera igualmente que o plano ajude a Europa a competir melhor com as empresas asiáticas de baixo custo, cada vez mais ativas no setor de telefonia móvel. "A Europa precisa acompanhar o ritmo cada vez mais rápido de investimento em pesquisa e desenvolvimento de outras regiões", chegou a dizer Thorsten Heins, presidente da divisão de celulares da Siemens, durante entrevista coletiva de lançamento do projeto, chamado eMobility. "Há forte apoio governamental à pesquisa e desenvolvimento na China, no Japão e na Coréia do Sul."
O projeto eMobility agrupa 15 empresas, principalmente européias, entre elas a maior fabricante mundial de celulares, a Nokia, a maior fabricante de equipamentos para redes móveis, a Ericsson, a francesa Alcatel, as alemãs Siemens e Deutsche Telekom, a espanhola Telefónica e a britânica Vodafone. Também fazem parte do projeto empresas norte-americanas, como a Motorola e a Lucent Technologies. "Para vender com sucesso nossos produtos na Europa dentro de dez anos, precisamos de pesquisa e desenvolvimento locais", disse Nicolas Demassiuex, diretor de pesquisa e desenvolvimento da Motorola na região.
As empresas esperam investir 1 bilhão de euros em pesquisa em segurança de telecomunicações móveis, entre outros setores.
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