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A IBM e o Lenovo Group., da China, anunciaram hoje que conquistaram aprovação de um comitê de segurança nacional dos Estados Unidos para que a companhia chinesa compre a divisão de computadores pessoais da gigante da informática.
Um executivo da IBM anunciou que o comitê norte-americano aprovou o acordo por unanimidade, o que coloca a venda da divisão de PCs, avaliada em US$ 1,25 bilhão, nos trilhos para ser concluída de acordo com o cronograma previsto, no segundo trimestre. "Nós conseguimos aprovação unânime de parte do comitê", disse Stephen Ward, gerente geral da divisão de sistemas pessoais da IBM, em entrevista por telefone. Ward vai se tornar presidente-executivo da Lenovo, sediada em Pequim, assim que a transação for concluída.
A fusão entre uma das divisões da IBM e a maior fabricante chinesa de computadores pessoais -a primeira grande fusão entre uma grande corporação norte-americana e uma líder de mercado na China- criará a terceira maior empresa de PCs do mundo, com forte posicionamento em diversos mercados de rápido crescimento.
O acordo encontrou resistência inesperada quando alguns legisladores norte-americanos começaram a lamentar a perda de uma fabricante norte-americana de computadores para a China. Além disso, circularam temores entre o governo dos EUA de que cidadãos chineses que viessem a trabalhar para o Lenovo nos Estados Unidos talvez pudessem agir como espiões industriais.
Ward disse que os termos da aprovação são confidenciais, mas que não foi preciso assumir um compromisso quanto à localização das instalações da Lenovo em áreas sigilosas de pesquisa e que não surgiu nenhum limite para a venda de computadores Lenovo a agências governamentais norte-americanas.
Fabricantes rivais de computadores como a Dell e a Hewlett-Packard vêm tentando conquistar clientes empresariais da IBM, usando como argumentos os problemas regulatórios bem como incertezas quanto à futura estratégia do Lenovo para o mercado de computação pessoal.
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