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Pelo menos o RSS não terminou no mesmo fiasco de uma tecnologia de 1997 conhecida como "push" e encarnada num produto chamado PointCast, que assinou seu atestado de óbito ao saturar discos rígidos e travar sistemas operacionais enquanto tentava distribuir informação atualizada entre seus assinantes.
O RSS não é tão afoito. O programa agregador recupera o material atualizado dos sites que o oferecem em intervalos definidos pelo usuário. Para se ter uma introdução, o My.Yahoo.com oferece uma versão beta para iniciantes. Agregadores baseados na Web, como o FastBuzz.com e o Bloglines.com são populares porque não há nenhum software a ser baixado - e eles não custam nada.
O FeedDemon, espécie de cruza entre cliente de e-mail e navegador, é cheio de recursos e custa US$ 30. O NetNewsWire para Mac - que, assim como o exemplo anterior, é oferecido como download - custa US$ 40.
Mas seria bom se os profetas do RSS parassem de brigar entre si. Winer é um daqueles que consideram o padrão completo. Outros insistem que ele precisa se tornar mais versátil se quiser se tornar um motor para a próxima geração da Internet, mais inteligente e flexível do que um veículo cego para a entrega de informações.
Anil Dash, vice-presidente de desenvolvimento comercial da Six Apart, cujo Movable Type é uma das principais ferramentas para publicação de blogs, diz que o RSS é problemático. Ele propõe uma alternativa mais robusta e maleável chamada Atom, que recebeu um grande impulso quando recebeu suporte do Blogger.com, ferramenta de blog da Google, em janeiro.
Como acontece com quase todas as tecnologias, o mercado deve ser capaz de resolver essas disputas. Mas antes disso, ele próprio precisa se desenvolver. Os grandes provedores de conteúdo querem ter certeza de que os feeds que oferecem trará visitantes de volta ao seu site. "O benefício dessa tecnologia para nós é que podemos distribuir nossas manchetes, e os usuários voltam para lê-las em nossa página", disse Catherine Levene, vice-presidente de desenvolvimento comercial da New York Times Digital, que oferece feeds RSS sem estardalhaço há dois anos.
Muitos observadores do RSS prevêem que os web feeds acabarão se tornando veículos para a distribuição de propaganda. Afinal, manter um site que distribui centenas de milhares de feeds por dia pode sair bem caro. Apesar disso, defensores como Jeremy Zawodny, um engenheiro de software da Yahoo que promoveu os feeds na empresa, está convencido de que 2004 será o ano em que essa tecnologia virará lugar-comum. "Você lembra quando os trailers de cinema começaram a oferecer endereços da Web no final?", escreveu ele em seu blog no mês de dezembro. "Será assim. Um dia vamos olhar ao nosso redor e perceber que o RSS está por toda parte. Dois anos depois, estaremos todos nos perguntando como conseguíamos viver sem ele".
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